Serra da Mantiqueira 

Sua origem geológica assim como sua extensão territorial são temas polêmicos, mas independente da data precisa e de seus limites administrativos, todos pesquisadores concordam que é uma área única.

Almeida (2013) menciona que os mares de morros da Mantiqueira ocupam a oitava colocação no ranking de 78 das Áreas Insubstituíveis no Globo, vale relatar também que a região está inserida no Bioma Mata Atlântica, que ocupa o quarto lugar dos 25 “hotspots” das áreas continentais prioritárias para a Conservação da Biodiversidade Mundial (Myers et al., 2000) é, também, classificada como Área Prioritária para Incremento da Conectividade, identificada pelo Programa Biota-Fapesp (Rodrigues et al., 2008).

 
As organizações relacionadas com a preservação da avifauna também afirmam que a Serra da Mantiqueira como um todo, apresenta diversidade e proporção significativa de endemismos da avifauna, enfim, as justificativas são amplas, e até mesmo os poderes públicos (federal e estadual) já reconheciam a importância da Mantiqueira, com a criação do primeiro parque nacional (PN do Itatiaia) em 1937 e posteriormente em 1941, o primeiro parque estadual (PE de Campos do Jordão).

Serra da Mantiqueira 

Outra ação que visa a preservação ambiental, foi o lançamento doPassaporte de Aves de São Paulo um guia prático que apresenta 21 Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo, e a Serra da Mantiqueira é representada através do Parque Estadual de Campos do Jordão, onde já foram registradas 376 espécies de aves. 

 

São muitos  aspectos relevantes e incentivar atividades sustentáveis é primordial. A legislação nacional define que a implantação de trilhas para a prática do Ecoturismo é uma atividade de baixo impacto ambiental (Código Florestal Brasileiro - Art. 3°, X, c), assim, não exige a elaboração de um EIA/RIMA. Contudo, proprietários de hotéis, pousadas e estabelecimentos rurais, estão cada vez mais conscientes e investem em diagnósticos ambientais, não somente para ofertar uma atividade em sua propriedade, mas também desejam promover a sustentabilidade.

Neste contexto encontra-se a Rota das Araucárias, projeto que objetiva expor as peculiaridades ecológicas associadas a essa tipologia florestal, promover o conhecimento, sensibilizar as populações humanas (residentes ou flutuantes), auxiliar o desenvolvimento turístico de forma sustentável, desenvolver pesquisa científica, capacitar e/ou divulgar meios de hospedagens que respeitam o ambiente e seu entorno.

Essas são as alternativas preservacionistas deste estudo que ergue como símbolo, a majestosa Araucaria angustifolia. 

A marca Rota das Araucárias já representou a agência de turismo que tinha sede em Santo Antônio do Pinhal (SP) que dista apenas 172km da capital paulista, 324km da cidade do Rio de Janeiro e 483km da capital mineira (BH). No mês de setembro de 2018, o receptivo local transformou-se em um projeto educacional e conservacionista. Algumas pesquisas foram desenvolvidas em Santo Antônio do Pinhal (SP) e após compreender aspectos turísticos, ecológicos e sociais, Rita modificou a metodologia de amostragem e segue para novo destino turístico, São Bento do Sapucaí (SP). 

 

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