Santo Antônio do Pinhal 

Foi elevado a município em 18 de fevereiro de 1959, criado em 26 de janeiro de 1960 e após 7 anos de sua emancipação, ganhou o título de Estância Climática. Apesar de sua juventude, as histórias relacionadas a este pedacinho da Mantiqueira são bem antigas. Silva e Silva (2009) fizeram um exaustivo levantamento histórico e publicaram o livro “Santo Antônio do Pinhal, de sertão a município” onde conseguem reunir documentos valiosos sobre as populações humanas que aqui viveram. Os autores relatam sobre os primeiros aborígines que adentraram a Mantiqueira, provavelmente os Puris, índios trabalhadores e tranquilos, que desbravaram a “testa da serra” nas regiões altas e frias. O que corrobora os documentos, são os artefatos indígenas encontrados nos bairros Renópolis e Centro de Santo Antônio do Pinhal.


Sobre os colonizadores, podemos mencionar Gaspar Vaz da Cunha que abriu o caminho da Vila de Pindamonhangaba ao Sapucaí, por volta de 1700. Os primeiros sesmeiros da região são: José Homem de Mello, Agostinho Marcondes do Amaral, Manoel de Oliveira e Joaquim de Oliveira Silva. Eles receberam da capitania de São Paulo no ano de 1785, a sesmaria com duas léguas de testada (alto da serra de Pindamonhangaba) e uma légua de sertão (interior sentido oeste).

 
Quase 70 anos após a primeira sesmaria, no ano de 1850, Luiza Correa doa por escrito a primeira gleba de terra a Capela de Santo Antônio de Pádua, lugar denominado Fazenda Pinhal. Assim, já dá para imaginar porque a cidade tem este nome. A elevação de capela a paróquia foi em 1861, quando o padre italiano Francisco Cardelli tornou-se o primeiro a assumir o posto, mas a inauguração da primeira igreja foi apenas em 1905. Entretanto, a atual igreja matriz, foi erguida em 1929 sendo a terceira e última construção, quando o Padre José Vitta colocou à venda alguns lotes de terra paroquial, para levantar fundos e terminar as obras da matriz.


Assim, Santo Antônio do Pinhal foi construído por indígenas, italianos, suíços, japoneses, franceses e africanos. As famílias estabeleceram-se na região por diversos motivos e muitos de seus descendentes ainda vivem no município. 


Segundo dados estatísticos, o território municipal tem 133,01km² de extensão e 6.612 habitantes, destes 82,76% recebem abastecimento de água, mas apenas 62,76% têm tratamento de esgoto. Vale mencionar também que 27,36% da população total, recebem apenas até ½ salário mínimo por mês (IBGE, 2019; SEADE, 2019). O quadro é preocupante, entretanto, o município busca ordenar e melhorar a situação atual, pois o Plano Diretor Municipal é baseado em projeto multidisciplinar que objetiva a manutenção e conservação dos recursos naturais, assim como, o bem-estar da população.

 
O projeto Horta Pedagógica e Comunitária é uma ação que merece menção, foi elaborado pelas professoras Marta Maria Vieira de Lima, Bióloga e Mestre em Ciências Ambientais e Érica Barros, Turismóloga. O projeto transformou não somente o terreno abandonado, mas também, o método de ensino e com certeza, a vida dos frequentadores. A maioria destes, contribuem com a conservação ambiental de Santo Antônio do Pinhal e entorno.

Socioambiental

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